Conheça, se engaje e se responsabilize: UFG pela Vida de Todas
Campanha permanente realiza ações concretas contra a violência e em prol das mulheres
Segundo dados da Organização das Nações Unidas, no ano de 2024, 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros íntimos ou familiares. Esse alarmante número aponta que houve um assassinato a cada 10 minutos no mundo. Ciente da sua missão de se posicionar de maneira incisiva contra a violência, seja nos ambientes acadêmicos ou fora deles, a Universidade Federal de Goiás (UFG) realiza durante todo o mês de março uma série de ações para combater essa realidade e engajar a comunidade para, não só refletir, mas agir em prol das mulheres. As atividades serão iniciadas na segunda-feira (9/3), mas a ideia é que os legados e as inovações sigam impactando as rotinas na UFG e promovendo mudanças na realidade acadêmica dos estudantes, servidoras e servidores, além de alcançar toda a sociedade. Encerrando o mês, no dia 24 de março, a UFG irá realizar um evento, com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
A titular da Secretaria de Inclusão (SIN) da UFG, Jaqueline Araújo, considera que é fundamental a sociedade brasileira se mobilizar de modo a combater a violência contra a mulher. “A UFG, Instituição comprometida com a justiça social e a transformação da sociedade, se vê impelida a promover não só um debate sobre o tema, mas políticas e ações concretas que visem combater a violência contra a mulher e o feminicídio.” Focada em desenvolver atividades que impactam positivamente na vida das mulheres, a SIN encabeça ações que vão ao encontro do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, reforçado pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio assinado entre os três Poderes para o enfrentamento do feminicídio. Vale destacar que, desde 2018, a Universidade instituiu a Comissão Permanente de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual, Importunação Sexual e Discriminação na UFG.
Jaqueline explica ainda que a campanha conta com atividades desenvolvidas de maneira compartilhada entre as diversas secretarias, pró-reitorias, órgãos e unidades acadêmicas da UFG, além do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg Sindicato), Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sintifes-GO), Diretório Central dos Estudantes (DCE), além das direções de todos os campi da UFG.
Intervenção artística
A expectativa é que juntos, todos se empenhem em pensar ações concretas que possam colaborar de uma maneira efetiva para a prevenção a todos os tipos de violência contra a mulher. De maneira simbólica, a Universidade irá aderir o projeto Banco Vermelho, que é uma intervenção artística com o objetivo de incentivar as pessoas a sentarem, refletirem e agirem contra o feminicídio. Assim, será construído um grande banco vermelho, como forma de monumento, a ser instalado no Campus Samambaia, e outros bancos serão instalados nos demais campi da UFG. A adesão ao projeto está em consonância com Protocolo de Intenções para Prevenção, Acolhimento e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres nas Universidades Federais. A iniciativa foi articulada entre o Ministério das Mulheres, o Ministério da Educação e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
A proposta é que todas as ações sejam desenvolvidas de maneira permanente e multidisciplinar visando o enfrentamento à violência de gênero. “Queremos que os bancos representem o lembrete constante de que a violência contra a mulher não deve ser normalizada e que toda a sociedade deve assumir a responsabilidade de agir contra esse cenário”, destaca a secretária.
Também de forma concreta e impactando diretamente no dia a dia da comunidade estudantil, a UFG também inicia no mês de março três ações relacionadas às mulheres. A primeira delas é a criação de uma Ouvidoria da Mulher e questões de gênero, que terá como finalidade ser um canal especializado de escuta, acolhimento e orientação, destinado a receber denúncias e demandas sobre igualdade de gênero, violência doméstica ou assédio. “Queremos que a UFG atue por meio de um atendimento humanizado, sigiloso e de encaminhamento dos casos às autoridades competentes”, conclui Jaqueline.
Ainda no mês de março, a Secretaria de Promoção da Segurança e Direitos Humanos (SDH), em parceria com Secretaria de Tecnologia e Informação (SeTI), irá implementar um botão de pânico no aplicativo Minha UFG, como parte das atividades do Programa Segurança Mulher na UFG. A previsão é que a funcionalidade esteja em pleno funcionamento no mês de maio. Assim, será possível que, apenas com um clique, a equipe da SDH seja acionada para prestar atendimento em qualquer lugar da UFG, utilizando a localização do usuário em tempo real.
Observatório da Mulher
Outra ação, nascida por iniciativa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, é a criação do Observatório da Mulher, que é uma ferramenta que compila e monitora pesquisas produzidas por mulheres ou sobre mulheres e questões de gênero. Já o Museu Antropológico da UFG também irá participar das atividades promovendo uma roda de conversa com o tema “Violência de gênero contra mulheres indígenas e suas ações de enfrentamento”. O objetivo é promover essa discussão também na perspectiva indígena. Na ocasião serão homenageadas personalidades que são referência nessa luta.
Dados do Painel de Violência contra a Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que traz compilados desde 2020, mostram que houve um aumento de 17% de casos de feminicídio em 2025 em relação ao ano anterior e que quadruplicou o número de casos, desde 2020 até 2025, do número de mulheres assassinadas. Os dados do Painel de Violência contra a Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também mostram que foram concedidas medidas protetivas para 621.202 mulheres, havendo um aumento de cerca de 9.000 medidas protetivas concedidas à mulher, em relação a 2024. Também houve um aumento dos casos de violência contra a mulher, que passou de aproximadamente 1 milhão de casos em 2024 para cerca de 1,1 milhão de casos em 2025, ou seja, um aumento de quase 90 mil casos em um ano.
Diante dessa realidade, a reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, complementa afirmando que “essa ação coloca a Universidade como protagonista e articuladora das ações entre diversas outras instituições. Essa soma de esforços é fundamental para que possamos alcançar o impacto e a transformação social que o tema merece”, finaliza.
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